1963 - 50x70cm 1963 - 50x70cm 1968 - 20x30cm 1963 - 70x70cm 1975 - 70x100cm
1963 - 50x70cm 1962 - 30x70cm 1968 - 50x70cm 1962 - 70x100cm 1962 - 30x50cm
Técnica: Lápis Cera

"...A partir de 1960, a fisionomia artística de Scorzelli adquiriu maior nitidez e coerência. Neste ano, realizou desenhos tão interessantes como o do hipopótamo, em que captou e recriou a arquitetura da massa do paquiderme em sua estranha beleza. Scorzelli progride sempre na assimilação das descobertas da arte construtivista moderna, oriunda do cubismo, utilizando-se na recriação dos objetos, das casas e dos animais...Talvez o ponto mais alto do jovem artista se encontre na belíssima serie das cabras de 1963. Nela Scorzelli aparece como um realista na legitima acepção do termo: um criador de seres artísticos possuidores de uma vitalidade exaltada, que nos desvendam a essência dos existentes.
Os bodes de Scorzelli, em sua compacta e serena estrutura escultórica animada pela orquestração dos ritmos das linhas e manchas negras, são símbolos autênticos do ser animal em sua áspera pureza
..."
Mario Schemberg, 1963


"...Tal realismo comparece ostensivamente nos robustos desenhos de Scorzelli, e comparece atento a uma preocupação artística e não fotográfica. Os animais nesses desenhos não mostram com o rigor míope das pranchas zoológicas, mas desnudando suas traves mestras (quase sempre curvas, porque a vida abomina cristais), que são escritas com admirável critério de construção.
Em ouras palavras, quero dizer que uma cabra de Scorzelli independe de ser uma genuína cabra, vale como arabesco gráfico..."

José Paulo Moreira da Fonseca, 1967


1963 - 50x70cm 1963 - 50x70cm 1963 - 50x70cm 1963 - 50x70cm 1963 - 50x70cm
Técnica: Lápis Cera
"...Mais pintor em preto-e-branco que propriamente desenhista, Scorzelli joga magnificamente com esse contraste, estendendo o negro em sedosas superfícies, abrindo o branco em espaços luminosos, o que não impede de explorar graficamente as passagens intermediarias entre esses extremos..."
Vera Pacheco Jordão,1963

"...nela a linha não raro se transforma em mancha negra reunindo o traçado ao claro-escuro, não no empenho useiro de criar o volume através de valores, mas numa autentica comunhão entre risco e mancha. Por vezes a mancha se arma num dinamismo que expressa em meios castiçamente gráficos..."
José Paulo Moreira da Fonseca, 1967

1979 - 50x50cm 1979 - 50x50cm 1979 - 50x50cm 1979 - 50x50cm 1979 - 50x50cm
1979 - 50x50cm 1979 - 50x50cm 1979 - 50x50cm 1979 - 50x50cm 1979 - 50x50cm
Técnica:Sanguinea e Crayon

"...Sensação, somente sensação, quando o mesmo ato de grafismo não nos permite nada mais que aceitar a trama como acordes, como uma correspondência do que consome, tranqüilamente na composição musical, sem outra implicação que as do puro ritmo e harmonia...Creio que a vez de Roberto Scorzelli é a de permitir que a escrita se pareça com o que ocorrer, permitindo uma construção formal, geométrica, se for o caso, ou a simples denotação de uma paisagem..."

Calrival do Prado Valadares, 1979

"...Alias, a rigor, não devemos ver seus crayons e em suas sanguínea uma forma de arte abstrata, apesar de suas estruturas estarem presididas por um certo espírito de abstração. Mas poderíamos dizer que esse deslizamento para uma arte abstrata é mais aparente na medida em que reconhecemos tratar-se de um efeito do ato de dissecar mentalmente a criação pictural..."

Hugo Auler, 1979